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Caso Sangari: Tribunal notifica Ministério Público Eleitoral sobre inelegibilidade de Cury e Minetto

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Tal motivação ocorreu por improbidade administrativa no Caso Sangari

do Notícias Botucatu

O Tribunal de Justiça de São Paulo confirmou a inelegibilidade do ex-prefeito de Botucatu, João Cury Neto, e do ex-secretário municipal da Educação, Narciso Minetto Júnior. A decisão foi encaminhada na quarta-feira, dia 10, ao Ministério Público Eleitoral e ao Tribunal de Justiça Eleitoral do Estado, além da Procuradoria Geral da República paulista.

A ação refere-se à condenação de ambos, em segunda instância pelo TJ-SP, confirmada no final de abril fazendo com que ambos fossem condenados à perda dos direitos políticos e ressarcimento aos cofres públicos. Tal motivação ocorreu por improbidade administrativa na contratação de uma metodologia de ensino de ciências, em 2010, junto à empresa Abramundo Educação Ciência LTDA, a Sangari do Brasil. O caso ficou conhecido por “Caso Sangari”.

No documento, ambos perdem os direitos pelo período de cinco anos, além do ressarcimento de R$1.875.617,49 (a sentença pode ser conferida aqui.)  Com isso, tanto Cury quanto Minetto já estão oficialmente com os direitos políticos suspensos conforme determinação judicial.

Caso se tornou novela

O “Caso Sangari” consiste na apuração sobre contratação da referida empresa para a implantação, em 2010, de nova metodologia para o ensino de ciências em escolas da rede municipal de ensino. O investimento inicial era de mais de R$ 9 milhões, com recursos provenientes do Fundo para o Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb).

A implantação do sistema foi permeada por problemas e percalços nos meses seguintes, não sendo efetivamente usado no ensino municipal. Durante a tentativa de implantação do sistema, ocorreram aditamentos em torno de R$ 2 milhões, a adoção do método enfrentou problemas na rede municipal, como a complexidade do uso dos materiais, além da dificuldade na capacitação dos professores da rede municipal. Devido aos problemas encontrados e o valor investido, o então secretário municipal da Educação, Narcizo Minetto Júnior, solicitou a rescisão contratual; fato que se concretizou em abril de 2012.

Devido aos problemas, o Ministério Público Estadual (MPE) ingressou com ação civil pública onde solicitava, em caso do processo ser procedentes, a devolução dos pagamentos feitos e que os políticos envolvidos respondessem por improbidade administrativa, o que levaria a perda de mandatos e impossibilidade de se eleger. Atualmente João Cury Neto está no gabinete do prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB). Anteriormente ocupou cargos relativos à Educação como a Fundação para o Desenvolvimento da Educação (Fundeb), além de secretário da Educação, tanto do Estado na gestão de Márcio França (2018) e da capital. Já Minetto voltou sua rotina acadêmica, sendo professor na Escola Técnica Estadual “Domingos Minicucci Filho”.

O caso se tornou uma novela judicial. Após a denúncia ser aceita pelo Ministério Público e ter, inclusive, investigação da Polícia Federal, as decisões preliminares favoreciam as partes acusadas. Em setembro de 2017, decisão em primeira instância do  juiz Fábio Fernandes Lima (acesse ao documento aqui), da 2ª Vara Cível da Comarca de Botucatu, tornou improcedente a denúncia contra as três partes. A partir daí, houve recurso do Ministério Público Estadual.

Entenda o Caso Sangari

O Caso Sangari  refere-se à contratação, em 2010, da Sangari do Brasil – hoje Abramundo – para a implantação de nova metodologia de ciências nas escolas municipais, batizada posteriormente de “Ciência para a Gente”. Com isso, seriam fornecidos materiais e kits aos alunos do Ensino Básico e Fundamental de Botucatu. O projeto teria duração inicial de cinco anos.

Segundo o Ministério Público, foram adquiridas “apostilas (livro do aluno e livro do professor) e kits de ciências ou materiais de investigação, alguns com conteúdos especificados, consumíveis e não consumíveis, como tesouras, caixas de papelão, papel toalha, caneta, copos plásticos, etc, mas outros com conteúdos não conhecidos, denominados itens para experimentos científicos (seres vivos como minhocas, peixes e plantas), sempre sem qualquer descrição de preço unitário, os quais ficavam acondicionados em um armário”.

O então secretário municipal da Educação, Narcizo Minetto Júnior, solicitou a dispensa de licitação para a contratação, afirmando em suas alegações, que os produtos oferecidos pela Sangari seriam únicos, ou seja, não oferecidos por nenhuma outra empresa.

No entanto, o contrato sofreu aditamentos contratuais sendo que, segundo o MP, o primeiro era datado de agosto de 2010, no valor de R$ 898.261,40 e posteriormente, em 2011, os valores passaram a ter o acréscimo de R$ 676.765,78. Com isso, o contrato entre a Prefeitura de Botucatu e a Sangari do Brasil passou a ser de R$ 11.241.832,02.

O sistema de ensino de ciências da Sangari enfrentou dificuldades de implantação na rede municipal, além da complexidade dos horários de grupos de professores inviabilizaram o pleno funcionamento do método adquirido. Devido aos problemas encontrados e o valor investido, o então secretário municipal da Educação, Narcizo Minetto Júnior, solicitou a rescisão contratual; fato que se concretizou em abril de 2012.

Em 2013, a Prefeitura de Botucatu divulgou, em seu site oficial, que o Tribunal de Contas do Estado (TCE), julgou legalmente a contratação da Sangari.  Segundo a nota oficial emitida à época, o aditamento foi necessário pelo aumento no número de alunos atendidos pelo programa. “O programa atendeu 6.629 alunos, mas a partir da municipalização das escolas Francisco Guedelha, Américo Virgínio dos Santos, Martinho Nogueira, Raymundo Cintra, João Queiroz Marques e Paulo Guimarães, mais 1.751 estudantes foram incluídos na rede municipal de ensino. Para que todos pudessem ser incorporados ao universo atendido pelo programa foi necessária a formalização de dois aditamentos contratuais nos valores de R$ 898.261,40 e R$ 676.765,78.”, alegou o Poder Executivo.

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Botucatu inicia Campanha de Vacinação contra a Influenza 2025

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A vacina previne quadros graves da gripe e diminui o impacto sobre os serviços de saúde

A Secretaria Municipal de Saúde inicia na próxima segunda-feira (7) a Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza, que tem como objetivo reduzir as complicações, internações e a mortalidade decorrentes das infecções pelo vírus influenza na população alvo para a vacinação.

A vacinação é considerada a forma de prevenção mais eficaz contra o vírus da Influenza que, até o dia 20 de março, já gerou 393 casos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG) e 30 óbitos no Estado de São Paulo. Em 2024, foram 6.699 casos e 781 óbitos.

A imunização tem como foco crianças de 6 meses a 6 anos, gestantes e idosos (60 anos ou mais), pois a vacina contra Influenza faz parte do Calendário Vacinal de rotina desses três grupos.

Além desses, outros grupos especiais também têm direito à vacina, incluindo:
. Puérperas;
. Trabalhadores da saúde;
. Quilombolas;
. Povos indígenas;
. Pessoas em situação de rua;
. Professores do ensino básico e superior;
. Profissionais das Forças de Segurança e salvamento;
. Profissionais das Forças Armadas;
. Pessoas com deficiência permanente;
. Caminhoneiros;
. Trabalhadores de transporte;
. Trabalhadores do correio;
. Funcionários do sistema de privação de liberdade;
. População privada de liberdade, adolescentes de 12 a 21 anos que cumprem medidas socioeducativas;
. Pessoas com doenças crônicas não transmissíveis e condições especiais.

Para se vacinar, basta ir até uma Unidade de Saúde levando a caderneta de vacinação e um documento pessoal com foto. A falta da caderneta não impede a vacinação.

A vacina estará disponível em todas as Unidades de Saúde do Município, de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h, e nas Salas de Vacinação Noturnas do CSE – Rua Dr. Gaspar Ricardo, 181 – Vila dos Lavradores e do CSI – Rua Rafael Sampaio, 58 – Centro, das 18h às 21h30.

A população pode aproveitar a oportunidade para atualizar a caderneta de vacinação e colocar as vacinas em dia.

Vacine-se: a vacinação salva vidas!

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Botucatu

Projeto Trilha inicia atividades em 2025

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Projeto de extensão da FCA/Unesp está com inscrições abertas para visitas monitoradas às Trilhas Ecológicas na Fazenda Experimental Lageado.

O Projeto Trilha, um dos mais longevos e bem-sucedidos projetos de extensão da Faculdade de Ciências Agronômicas (FCA) da Unesp, câmpus de Botucatu, está com inscrições abertas para receber visitas em 2025.

O Projeto Trilha var receber estudantes da região para visitas monitoradas às Trilhas Ecológicas na Fazenda Experimental Lageado. Os visitantes terão  a oportunidade de vivenciar a riqueza da fauna e flora local, além de informações sobre a história de Botucatu e região, o processo de formação da Cuesta, suas características e proteção, e o contexto de formação da FCA e a da Fazenda Lageado.

Voltada ao público infantil, a Trilha das Crianças é o local para a realização das atividades de educação ambiental com os menores. Já para o público jovem e adulto, a Trilha do Lageado propõe uma abordagem diferenciada.

O Projeto Trilha é composto por um time multidisciplinar de estudantes e coordenadores, que atuam juntos no desenvolvimento de ações e atividades que visam disseminar a importância da conservação ambiental, bem como o incentivo de práticas sustentáveis na comunidade local. Sua sede é a Casa da Natureza, localizada dentro da FCA, na Fazenda Experimental Lageado, próxima à área de Ciência Florestal do Departamento de Ciências Florestais, Solos e Ambiente.

Desde sua criação pelo professor Valdemir Rodrigues, em 1998, o projeto já atendeu cerca de 30 mil pessoas, entre estudantes e visitantes de várias regiões do Brasil. Em 2024, o projeto recebeu diversas escolas de Botucatu, que trouxeram alunos do ensino fundamental ao médio para visitas à Fazenda Experimental Lageado.

Além de promover a educação ambiental das crianças, o Projeto Trilha também funciona como um excelente campo de treinamento, complementando a formação dos estudantes universitários que atuam como monitores. Atualmente, o projeto é coordenado pela professora Renata Cristina Batista Fonseca, vice-diretora da FCA.

O Projeto Trilha está cadastrado e recebe apoio da PROEC – Pró-Reitoria de Extensão Universitária e Cultura da Unesp.

As visitas são gratuitas e podem ser agendadas pelo e-mail: projetotrilha.unespfca@gmail.com e as atividades do projeto podem ser acompanhadas pelo instagram: @projeto.trilha

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Sabesp investirá R$ 179 milhões em obras de saneamento em Botucatu

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Meta é levar água tratada, coleta e tratamento de esgoto para todos até 2029; parte das obras já começou

 

A Sabesp está realizando o planejamento e um grande conjunto de obras em Botucatu para ampliar o abastecimento de água e a coleta e o tratamento de esgoto. O investimento total será de R$ 179 milhões até 2029, com o objetivo de levar os serviços de saneamento a toda a população do município. Parte dessas obras já está em andamento.

 

O anúncio foi feito na última quinta-feira (27), durante uma reunião com o diretor de Relações Contratuais e Institucionais da Sabesp, Meunim Rodrigues de Oliveira Junior, a equipe de Operações da Companhia, e o prefeito Fábio Leite. As ações também atendem áreas rurais e comunidades que antes não tinham acesso a esses serviços, reforçando o compromisso da Sabesp com a universalização do saneamento.
Atualmente, estão em andamento contratos de obras e serviços compartilhados no valor de R$ 35 milhões. Além disso, mais R$ 2 milhões devem ser contratados ainda neste ano, somando R$ 37 milhões já destinados à ampliação e modernização dos sistemas de água e esgoto da cidade e região.

 

A nova gestão da Sabesp tem adotado uma abordagem mais integrada, levando em consideração as necessidades específicas de cada município. Em Botucatu, as obras acompanharão o crescimento da cidade e ampliam a cobertura dos serviços, inclusive em regiões que, antes da desestatização da Companhia, não eram atendidas.

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