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O BEM E O MAL, artigo de Bahige Fadel

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O BEM E O MAL

O bem sempre existiu. O mal sempre existiu. Os bons e o maus sempre conviveram num mesmo espaço. Às vezes, uns vencem e dominam. Às vezes, os outros vencem e dominam. Não há domínio permanente. Não há submissão permanente. Há, ainda, o fato de, às vezes, os bons virarem maus e os maus virarem bons. São casos raros, mas existem. O que existe com maior frequência é acharmos que os maus são bons ou que os bons são maus. São situações históricas e inevitáveis. Independente de nossa vontade, elas sempre existirão. A realidade, então, não é acabar com o mal. Não conseguiremos. Mais racional é evitar que o mal consiga sobrepujar o bem. Se o mal sobrepujar o bem, teremos muitos problemas. Assim, o desejável é lutar para que o bem lidere todas as ações possíveis.

Parece simples, né? Mas não é. Ao contrário, é muito difícil. A dificuldade mais notável é saber o que é o bem e o que é o mal. Para simplificar, poderia dizer que o bem está relacionado às boas ações e que o mal está relacionado às más ações. Simples. Ocorre que o que é uma boa ação para uma pessoa pode representar uma ação má para outras. Outra dificuldade é que, na maioria das vezes, o bem e o mal estão na mesma pessoa. É muito difícil uma pessoa ser apenas boa e outra ser apenas má. Sei que alguns dirão que Deus só tem o bem. Mas vamos falar de seres humanos. Desses que estão atuando na sociedade, nos governos, nos clubes esportivos, nas igrejas, nos supermercados… Em todos os lugares.

Já que é impossível debelar o mal, vamos diminuí-lo com boas ações, para que ele não tenha forças para dominar. E como se faz isso? Em primeiro lugar, anulando suas ações em nós mesmos. Impedindo que esse mal nos domine, atue sobre nós. Depois, ajudar os outros a dominarem o mal. Uns fazem isso com orações. Outros com reflexões. Outros, ainda, fazem isso com ações. Agir para o bem corresponde a aprimorar as suas boas qualidades e a estimular que as boas qualidades dos outros prevaleçam. Na política, por exemplo, como é que se faz isso? Se você se julgar capaz de melhorar a sociedade com a política, participe. Seja atuante. Pode ser candidato a um cargo público ou pode ser um bom eleitor. Atue sempre com empatia. Coloque-se no lugar dos outros e veja o que deve ser feito pelo outro. Impeça que os maus políticos (o mal) vençam os bons. E se os maus políticos já estiverem no poder, dificulte as suas ações.

Há várias maneiras para se fazer isso. A primeira é o exemplo. Seja bom, com boas ações e ideias, e faça-se notar, para que os outros percebam que ser bom vale a pena. Depois, estimule a educação. A educação se faz pelo exemplo e pelos conhecimentos. Um não pode estar dissociado do outro. O bom exemplo auxilia a pessoa a transformar o conhecimento em sabedoria. E essa sabedoria acompanhada do bom exemplo é que transformará o mundo.

Tudo isso é muito difícil, mas não é impossível. É lento, mas pode ocorrer. Não é preciso ter pressa. O bem nunca será perfeito. Portanto, haverá sempre algo a fazer por ele. Mãos à obra!
BAHIGE FADEL

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Botucatu

Festividades de aniversário de Botucatu começam nesta sexta (4)

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Em 2025, Botucatu completa 170 anos. Para celebrar essa importante data, a Prefeitura de Botucatu preparou o maior Aniversário que a Cidade já viu. Serão dois finais de semana em um ambiente novo, totalmente planejado e com muitas atrações para toda a família.

A festa vai de 04 a 14 de abril, na Avenida do Fórum (mesmo local onde foi o Carnaval), para que todos de Botucatu e região venham comemorar com a gente.

Um local preparado com muita segurança, espaço para shows, praça de alimentação, feira turística, brinquedos, banheiros, parque de diversões, e muito mais. Para começar com o pé direito, nossos artistas locais trazem o melhor da música dos mais variados estilos.

Confira a programação do dia 4 de abril (sexta-feira) e se prepare para o primeiro dos 11 dias de festa!

. 18h30: Banda D’Arunda
O D’Aruanda é um espetáculo que mergulha na força e na ancestralidade da música afro-brasileira. Com ritmos marcantes e melodias envolventes, o show é conduzido por vozes poderosas que celebram a rica herança cultural do Brasil.

. 19h45: Brown Town
Com referências nas raízes da Black Music nacional e internacional, a Brown Town vai do Soul dos anos 70 ao R&B dos anos 2000, reverenciando e cantando clássicos black de artistas do calibre de Stevie Wonder, Tim Maia, Sandra de Sá, Alicia Keys, Ray Charles e Nina Simone em um repertório empolgante, dinâmico e, acima de tudo, com muito groovy!

. 21h00: Dupla Dubrô

Dubrô, a dupla mais animada da cidade, está de volta para comemorar os 170 anos de Botucatu! Formada pelos irmãos Yaggão e Donna, a dupla promete um show especial, com banda, bailarinos e uma estrutura de primeira. O repertório mistura músicas autorais e grandes sucessos nacionais, tudo com o toque único da Dubrô. Prepare-se para um espetáculo alegre, dançante e envolvente, perfeito para todas as idades. Traga sua família e venha celebrar os 170 anos de Botucatu com a gente!


Botucatu 170 Anos

Fique de olho no site e às redes sociais da Prefeitura para não perder nada do nosso Aniversário. Todo dia vai ter uma novidade…

Prepare a sua roupa, programe-se com a família e os amigos e venha fazer parte desse aniversário que promete ser o maior da nossa história!

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Botucatu

Sebrae-SP lança programa para impulsionar negócios com foco no turismo em Botucatu 

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Evento vai apresentar informações sobre capacitações, mentorias, conexões com especialistas, estratégias de divulgação e apoio técnico

O turismo em Botucatu vive um momento promissor — e os empreendedores da cidade agora têm uma nova oportunidade de crescer junto com o setor. No dia 3 de abril (quinta-feira), às 19h30, o Sebrae-SP realiza o lançamento oficial do programa “Botucatu Empreendedora + Turismo”, um projeto voltado a quem quer fortalecer seu negócio aproveitando o avanço do turismo na região.

O evento acontecerá no escritório do Sebrae-SP em Botucatu, na Rua Doutor Costa Leite, 1570 – Centro, e será uma oportunidade para empresários, empreendedores e profissionais do setor conhecerem ferramentas práticas, conteúdos estratégicos e ações voltadas ao desenvolvimento sustentável do turismo local.

“O turismo tem se mostrado um vetor importante de desenvolvimento econômico para Botucatu. Com esse programa, queremos oferecer aos empreendedores caminhos reais para aproveitarem esse crescimento, se posicionarem com mais força no mercado e ampliarem suas oportunidades de negócio”, explica a consultora de negócios do Sebrae-SP, Néia França.

Durante o evento, os participantes terão acesso a informações exclusivas sobre o programa, que incluirá capacitações, mentorias, conexões com especialistas, estratégias de divulgação e apoio técnico para que empresas locais possam se destacar no setor.

As inscrições são gratuitas e as vagas são limitadas. Os interessados devem se inscrever pelo link:   https://bit.ly/botucatu-empreend-turismo 

O chamamento é para hoteleiros, proprietários de bares, restaurantes, artesãos, atrativos turísticos, guias de turismo, agências de receptivo, prestadores de serviços correlatos ao turismo e demais agentes da área

Serviço 

Evento: Lançamento do Programa Botucatu Empreendedora + Turismo

 Data: 3 de abril (quinta-feira)

 Horário: 19h30

 Local: Sebrae-SP Botucatu – Rua Dr. Costa Leite, 1570 – Centro

 Inscrição gratuita: https://bit.ly/botucatu-empreend-turismo 

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Colunas

INTOLERÂNCIA, artigo de Bahige Fadel

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INTOLERÂNCIA
Infelizmente, vivemos numa época de intolerância. De perigosa intolerância. De criminosa intolerância. O diálogo cedeu lugar para a intolerância. Para usar o verbo correto, melhor dizer que a intolerância expulsou o diálogo. Diálogo só se for com pensamentos iguais. Ninguém mais tolera pensamentos diferentes. Um pensamento diferente é motivo para agressões físicas e/ou morais. Um pensamento diferente é motivo para o fim de uma amizade.

Antigamente se dizia que gosto e religião não se discutem. E era algo muito lógico. Cada um tem determinado gosto para diversas coisas. E isso independe da lógica. É, simplesmente, gosto. Que lógica há em gostar do azul e não do vermelho? Nenhuma. Gosto é gosto. Simplesmente, a pessoa olha para o azul e sente prazer. O que não acontece quando olha para o vermelho. A religião é uma escolha individual. Uma pessoa escolhe a religião católica. Outra escolhe a protestante. Outra, ainda, não escolhe religião alguma. Discutir o quê? Existe alguma lógica em ser inimigo de uma pessoa só por ter escolhido uma religião diferente da minha? Nenhuma.

E essa intolerância gera outros sentimentos e ações indesejáveis. O intolerante odeia o diferente. Odeia aquilo que não representa a sua ideia. O intolerante despreza o diferente. Ele ofende e agride qualquer diferença. Ele não argumenta, não explica, não avalia. Ele simplesmente agride. Com isso, ele não tem amigos. Tem cúmplices. Tem companheiros de gangue. Sim, não se formam grupos de amigos, mas gangues com planos de dificultar a vida de outras gangues.

Já assistiu a alguma reunião do Congresso Nacional? Não se discutem ideias com argumentos e avaliações. Agride-se. Ofende-se. Gritam-se palavras, como se o volume da voz significasse a verdade.

E essa intolerância ocorre em todos os níveis sociais, em todas as idades. Desconfio que até nas famílias essa intolerância é uma constante.
E como acabar com tudo isso? Muito difícil. Em primeiro lugar, só é possível acabar com a intolerância quando houver vontade individual e vontade coletiva. A partir dessa vontade, desse desejo, começam as ações. A primeira ação é a aceitação do que é diferente. Se você é liberal, não precisa concordar com o comunista, mas precisa aceitar que ele tenha as ideias dele. Pode argumentar com ele, para mostrar que suas ideias são melhores, mas não pode exigir que ele tenha as suas ideias liberais. Ele pode fazer o mesmo com você. E mesmo que ninguém consiga mudar a ideia do outro, não precisam ser inimigos.

Outro aspecto é o egocentrismo. As pessoas estão se tornando cada vez mais egocêntricas. Só conseguem olhar para seu próprio umbigo. Esse egocentrismo gera a sensação de superioridade. Se você só consegue olhar para si mesmo, começa a achar-se o melhor de todos. Se se acha o melhor de todos, para que ouvir os inferiores? É preciso, portanto, aprender a ver os outros. A perceber o que os outros têm de bom e aprender com as virtudes deles.

Não queria citar a mídia, mas é inevitável. A mídia tem que ajudar. Deixar de valorizar os grandes males e dar espaço para as grandes virtudes é um bom começo.

É difícil, mas é preciso ter paciência e vontade de criar um mundo melhor. Isso só se consegue com pessoas melhores.
BAHIGE FADEL

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